AS LIMITAÇÕES ARQUITETÔNICAS DE ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E A CRIANÇA DE SEIS ANOS

Natalia Cardia Santos

Resumo


O artigo analisa os resultados de uma pesquisa preliminar realizada no ano de 2012. Tivemos o objetivo de investigar se os espaços físicos de Escolas Municipais de Educação Fundamental da Cidade de São Paulo estariam adequados às crianças de 6 anos, inseridas nessa etapa da educação a partir da Política Pública que converte o ensino fundamental para nove anos. A investigação fora em perspectiva qualitativa, utilizando-se análise documental e coleta de dados por meio de observação e aplicação de questionários semiestruturados. O universo foi uma EMEF localizada na Zona Leste. Foram sujeitos quatro docentes com regência em classes de 1º ano do ciclo de nove anos. Demonstrou-se que a estrutura possui limitações arquitetônicas que interferem no desenvolvimento de atividades que pressuponham movimentação física ampla, consideradas preponderantes à aprendizagem, não tendo sido ajustadas ao atendimento dessa faixa etária. Revelou indícios de implicações na visão do docente, que privilegiaria a exploração de habilidades intelectuais em detrimento das que contemplariam competências e habilidades mais abrangentes. Utilizamos KRAMER (2003) especificidades da infância, FONSECA (1995,1998,2005) psicomotricidade, LIMA (1989) e MANIFESTO DOS PIONEIROS (1932) ambiente escolar. Tais observações motivaram o Projeto de Pesquisa do Mestrado Profissional em desenvolvimento, onde o objeto é a ação formativa do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Palavras-chave


Ensino de nove anos. Escola de Educação Fundamental. Limitações arquitetônicas.

Texto completo:

PDF


1) UnG - Universidade Guarulhos 2) Indexador: Latindex 3) Indexador: Dialnet