Perfil Epidemiológico da Mortalidade Materna no Brasil

Geilson Melo Filho Lobo, Marcelo Henrique Tavares Ferreira, Rafaela Santos Silva, Rubiana Cordeiro Rocha, Paula Regina Mendes, Raquel Porto Barros

Resumo


Introdução: de acordo com a OMS, estima-se que ocorra um óbito materno por minuto, chegando a mais de 500 mil por ano. A mortalidade materna é definida como aquela que ocorre em mulheres durante a sua gestação ou até 42 dias após o termino da gravidez. Podem ser divididas em diretas e indiretas. Estima-se que 80% das mortes maternas sejam evitáveis. A diminuição dos índices de mortalidade materna está diretamente ligada à saúde, um deles é a assistência do pré-natal de qualidade que tem um importante papel. Objetivo: analisar dados epidemiológicos referentes aos índices de mortalidade materna nas regiões do Brasil de 2003 a 2013. Metodologia: pesquisa descritiva, exploratória, retrospectiva, com abordagem quantitativa a partir de dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no período de 2003 a 2013. As estimativas populacionais foram obtidas através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população de estudo foi composta por óbitos obstétricos em mulheres de idade fértil registrados no período da pesquisa. Resultados e discussão: ocorreram 18.209 óbitos maternos no Brasil no período estudado, na qual o ano de 2009 apresentou o maior índice de mortalidade materna, chegando a 64,96 por 100.000 habitantes. A Região Nordeste foi identificada como os maiores índices de mortalidade materna, apresentando um índice maior no ano de 2013. Após avaliação dos resultados obtidos através do cálculo do coeficiente de mortalidade materna, o ano de 2009 apresentou o maior índice de mortalidade registrado no país. A taxa de óbitos predomina na faixa etária de 20 a 29 anos devido ao período de fertilidade da mulher. O Brasil encontra-se muito distante de alcançar indicadores relacionados à saúde materna comparado com países desenvolvidos. Conclusão: O Ministério da Saúde preconiza no mínimo seis consultas de pré-natal durante a gestação, sendo assim o enfermeiro com seu conhecimento cientifico pode favorecer a redução desses índices, prestando assistência no pré-natal com qualidade e eficácia.

Palavras-chave


mortalidade materna; epidemiologia; saúde pública

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