O PAPEL DA ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DO CENTRO DE MATERIAL E ESTERELIZAÇÃO

Lara Oliveira Araújo, Edla Nery Bezerra, Filipe Souza Lemos, Marília Leyenn Fernandes de Santana Silva, Jaalla Fúlvia Pereira da Silva, Telma Marques da Silva

Resumo


Introdução: O Centro de Material e Esterilização CME compreende todo o conjunto de elementos destinados a recepção do expurgo, da preparação, esterilização, armazenamento e destinação do material para todas as unidades de estabelecimentos em saúde. As atividades do CME têm sua gênese no século XIX, e desde então, acompanham as necessidades dos procedimentos cirúrgicos na perspectiva do controle de infecções. Objetivo: evidenciar a necessidade da implantação de Educação Continuada (EC) no desenvolvimento e no aperfeiçoamento dos recursos humanos deste espaço. Método: Realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura nas Bases de Dados LILACS, BDENF, Periódicos Capes e na Biblioteca Virtual SCIELO, utilizando os descritores "Esterilização", "Enfermagem" e "Educação Continuada". Foram encontrados 20 artigos. Após a leitura dos artigos na íntegra e aplicação dos critérios de inclusão, ou seja, artigo com texto completo disponível, escrito no idioma Português e com recorte temporal nos últimos doze anos (20042016) restaram cinco artigos que compuseram a amostra do estudo. Resultados: Os resultados indicaram que uma grande parcela dos profissionais de Enfermagem passa por processos de EC para estarem inserido no ambiente do CME. Na maioria dos casos, o enfermeiro é quem assume a gerência destes espaços, contudo, parece não haver uma autonomia nem uma valorização da importância técnico científica de se estar nesta posição. Os estudos evidenciam ainda que cerca de noventa por cento dos enfermeiros que estão à frente do CME estimulam os profissionais deste serviço no contexto da EC, e que os profissionais que passam por este processo obtêm melhores resultados em sua prática diária. No entanto, cerca de quarenta por cento dos profissionais de enfermagem do CME refere estar nas atividades de EC de forma obrigatória, não valorizando da forma correta o espaço de construção e crescimento profissional. Conclusão: Necessita-se, portanto, de uma educação em saúde permanente dentro do CME, com o objetivo de sensibilizar a equipe de Enfermagem acerca da importância da implantação das práticas de EC no seu contexto. Os profissionais precisam despertar para o fato de que as atividades do CME, mesmo não estando diretamente relacionadas com os pacientes, indiretamente constituem-se de atividades que permeiam a dimensão de cuidado da Enfermagem.

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