O ENFERMEIRO FRENTE A PUÉRPERAS COM DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE IPOJUCA-PE

Amanda Medeiros Raffaele, Eduarda Claudia Macena Vilar, Macelly Felipe de Souza, Silvania Carla Gomes, Liniker Scolfild Rodrigues da Silva, Eliana Lessa Cordeiro

Resumo


Introdução: A depressão pós-parto (DPP) é um sério problema de saúde pública que acomete às mulheres nas primeiras semanas pós-parto. No Brasil estima-se que 15 a 20% das mulheres desenvolvem DPP no período puerperal, não existe um fator determinante para desenvolvê-la, pois sua causa está associada a uma questão multifatorial que está ligada diretamente com os diversos fatores biopsicossociais que são enfrentados por essas mulheres. Objetivo: Identificar a assistência de enfermagem às mulheres com depressão pós-parto em área de cobertura de programa de saúde da família. Método: Trata-se de um estudo de campo do tipo descritivo, comparativo, exploratório, transversal com abordagem quantitativa, realizado nas Unidades Básica de Saúde (UBS) na cidade de Ipojuca/PE, no período de maio a junho de 2014. A amostra deste estudo foi constituída por 07 enfermeiros que trabalham nas UBS, após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), só então lhes foram entregues o instrumento de coleta de dados produzidas pelos próprios pesquisadores contendo 12 questões do tipo Check/list que norteiam o tema proposto do estudo. Com relação aos critérios de inclusão: foram entrevistados enfermeiros que trabalham na UBS do município de Ipojuca/PE, e como exclusão: outro profissional de saúde e que não trabalham nas UBS da cidade supracitada. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO) sob o n.º de CAAE: 27453314.0.0000.5194. Resultados: Entre os entrevistados 100% eram do sexo feminino; 57% com idade entre 31 a 40 anos; 100% possuem especialização; 71% tem conhecimento acerca dos fatores de risco para à DPP; 100% dos enfermeiros dizem realizar à consulta puerperal; 71% possui conhecimento acerca dos fatores de risco para DPP; 71% relatam não utilizar nenhum método para rastrear a DPP; e 86% nunca identificou puérpera com DPP. Conclusões: O presente estudo apontou que a maioria dos enfermeiros identificaram e até listaram os fatores de risco para DPP, porém não utilizaram nenhum método para verificar a depressão puerperal. Diante disso, sugere-se que os enfermeiros das UBS sejam incentivados e treinados para buscarem métodos para identificação precoce da DPP; como as escalas de auto avaliação, e a Edinburg Post Natal Depression Scale (EPDS) que é uma escala de fácil aplicação e baixo custo que poderiam ser implantadas nas UBS.

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