AÇÕES DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO NOSOCOMIAL NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA

Beatriz Matias da Silva, Andriely Maria da Silva Queiroz, Maria da Conceição Dário da Silva, Sheyla Rodrigues Batista Paes Barreto, Thaise da Silva Barbosa, Jaqueline Simas Montarroyos

Resumo


Introdução: Considerando que as infecções nosocomial constituem risco significativo à saúde dos usuários dos hospitais, e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação de assistência hospitalar, da vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do Estado, do Município e de cada hospital. A portaria n° 2.616/98 de 12 de maio de 1998 regulamenta a criação do Programa de Controle de Infecção hospitalar, com o objetivo de diminuir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Objetivo: Objetivou-se identificar as ações do enfermeiro na prevenção e controle de infecção nosocomial nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada por meio de levantamento bibliográfico utilizando as seguintes bases de dados; SCIELO, BDENF e LILACS. Foram usados como critérios de inclusão: Brasil, Português e artigos originais disponibilizados na íntegra e exclusão: outros idiomas e revisão bibliográfica. Utilizaram-se os descritores, infecção, hospitalar, enfermeiro e unidade de terapia intensiva. A pesquisa foi realizada no período de abril/2016 a julho/2016. Para a realização do processamento dos dados as informações foram implantadas no programa Excel® do Windows®. Após o cruzamento de todos os descritores foram encontrados 218 artigos destes apenas 30 se enquadraram nos critérios de inclusão e exclusão. Resultados: A pesquisa evidenciou que dos estudos encontrados o enfermeiro atua na prevenção de infecção nas UTIs com a participação ativa nas seguintes ações: Na educação continuada dos profissionais de saúde (10,67%); no dimensionamento correto da equipe (5,33%); na prática de higienização das mãos (18,66%); na utilização de equipamentos de proteção individual e no seu descarte correto (8%); na utilização de técnicas assépticas (6,67%); no controle de antimicrobianos (13,33%), na utilização do álcool em gel (6,67%); no monitoramento diário da limpeza da UTI (4%); no monitoramento das trocas e manutenção dos dispositivos intravenosos (4%); na instrução de técnicas de manuseio do paciente em isolamento (6,67%); na limpeza dos dispositivos (8%); na coleta adequada e conhecimento dos resultados laboratoriais dos pacientes (4%). Conclusão: Os resultados deste estudo demostraram que as ações do enfermeiro mais utilizadas para o controle e prevenção das IRAS foram: Educação continuada dos profissionais de saúde, prática de higienização das mãos e controle de antimicrobianos, esses resultados foram mais evidentes, não excluindo as demais ações citadas neste estudo importantes no controle e prevenção das infecções. Mesmo diante dos resultados obtidos sugere-se que sejam realizados outros estudos sobre a temática.

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