O USO DE SUPLEMENTOS PROTEÍCOS E O DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS RENAIS CRÔNICAS E OUTRAS COMO CONSEQUÊNCIA

Maria Thereza Vieira Barboza, Júlio César Bernardino da Silva, Wanessa Barros da Silva, Cíntia de Carvalho Silva

Resumo


Introdução: Além do treinamento físico, os esportistas buscam outros recursos no propósito de alcançar mais rapidamente os padrões estéticos desejados. Este grupo vem tornando-se cada vez mais adepto ao uso de suplementos nutricionais, o que abre espaço para a utilização indevida dos mesmos, podendo traduzir-se em riscos para a saúde. Objetivo: Associar o consumo de suplementos proteicos e as possíveis complicações renais e entre outras patologias. Método: Trata-se de um estudo de revisão integrativa. Realizou-se uma busca nas seguintes bases de dados: SCIELO e BVS. Critérios de inclusão: artigos publicados em português, artigos na íntegra que retratassem a temática referente à revisão integrativa e artigos publicados e indexados nos referidos bancos de dados nos últimos quinze anos. A pergunta condutora da revisão integrativa: Quais são os efeitos do uso de suplementos a base de proteínas no nosso organismo? Resultados: Os preparados proteicos são os suplementos alimentares mais consumidos, principalmente as proteínas do soro do leite e albumina. As proteínas do soro do leite, conhecidas como whey proteins, são obtidas após a extração da caseína do leite desnatado. A utilização de dietas hiperprotéicas, se estiver abaixo dos valores da ordem de 2 g/kg de peso ao dia, não está associada ao surgimento e/ou indução de patologias hepáticas e renais. Porém, o excesso de ingestão proteica pode, ainda, aumentar a produção de ureia, causar cólica abdominal e diarreia e aumentar o risco de desidratação. O sistema renal é exigido além de suas necessidades rotineiras para metabolizar todo esse aporte proteico, podendo resultar em patologias crônicas. A restrição da ingestão de proteína na DRC como estratégia para retardar a progressão da doença tem sido avaliada em diferentes estudos. Os benefícios possíveis da dieta com baixo teor de proteína incluem os seus efeitos em retardar a progressão da DRC, em diminuir os riscos cardiovasculares e na melhora da sintomatologia urêmica. Conclusão: É fundamental que o indivíduo passe por um acompanhamento e orientação necessária para uma boa escolha e a dosagem correta do suplemento. Sendo assim, evitará possíveis complicações renais crônicas e possibilitará a formação do corpo almejado, mas com uma saúde de qualidade.

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