TERAPIAS NATURAIS NA SAòDE INTEGRAL: UMA
ABORDAGEM HOLêSTICA DE TRATAMENTO
NATURAL THERAPIES IN THE INTEGRAL HEALTH: A HOLISTIC APPROACH
OF TREATMENT
Neves
LCP*
RESUMO: Este trabalho verificou a atua�‹o das terapias naturais no
campo energŽtico-vibracional da pessoa em tratamento, com queixas de depress‹o,
estresse e impot�ncia sexual; e observou respostas f’sicas e emocionais da
mesma. No tratamento de Pedro (pseud™nimo), utilizou-se a pr‡tica de geoterapia
visando trabalhar o processo de desintoxica�‹o (a intoxica�‹o estava presente
de forma generalizada) e al’vio do estresse e da depress‹o. Com a hidroterapia,
continuou-se o processo de desintoxica�‹o, relaxamento e est’mulos da
circula�‹o geral e, especificamente, da regi‹o pŽlvica. Seguiu-se com a cromoterapia,
alŽm das terapias, florais de Bach, aromaterapia e fitoterapia, utilizadas
concomitantemente ˆs demais terap�uticas. Realizaram-se 24 atendimentos, com
dura�‹o de 1h45min para cada sess‹o. As terapias atuaram repercutindo na
elimina�‹o de toxinas pelo corpo, melhorando a circula�‹o sangu’nea e o
metabolismo geral. Houve elimina�‹o do estresse e da depress‹o, bem como
altera�‹o positiva dos padr›es referentes ˆ libido, ocorrendo a melhora da
impot�ncia, com elimina�‹o total dos sintomas atŽ a finaliza�‹o do tratamento.
Ao final das sess›es, Pedro havia superado as dificuldades no ‰mbito sexual,
assim como a depress‹o e o estresse, melhorando sua qualidade de vida. Houve
constata�‹o da efic‡cia das terapias naturais. Respostas f’sicas, como a desintoxica�‹o
e restabelecimento da disfun�‹o sexual, e emocionais referentes ˆ cura da
depress‹o e ao padr‹o de estresse atŽ ent‹o presentes. Foram observadas
mudan�as positivas em rela�‹o ˆs queixas de Pedro e em seu bem-estar como um
todo, com altera�›es no estilo de vida, referindo-se a h‡bitos alimentares e a
maneira de se perceber como pessoa.
PALAVRAS-CHAVE: Depress‹o; Desintoxica�‹o; Impot�ncia
sexual; Terapias naturais
ABSTRACT: This paper verified the performance of Natural Therapies in the
energy-vibrational field of the person in treatment, with depression
complaints, stresses and sexual impotence and to observe physical and emotional
answers. In the treatment of Peter (pseudonymous), used it practical of
Geotherapy aiming at to work the process of de-intoxication (the Intoxication was
present in a general way) and relief of stresses and the depression. With the
Hidrotherapy was continued the process of de-intoxication, relaxation and
stimulations of the general circulation and specifically of the pelvic region.
One followed with the Cromotherapy, and the therapies, Floral of Bach,
Aromatherapy and Fitotherapy had been used concomitantly to the practical
others. 24 consultations had been carried through, with duration of 1h45min for
each session. Results: The therapies ones in set they had acted reverberating
in the toxin elimination for the body, improving the sanguineous circulation
and the general metabolism. It had elimination of stresses and the depression
and positive alteration of the referring standards to the libido, occurring the
cure of the impotence. The therapies, Floral of Bach, Aromatherapy and
Fitotherapy had also acted effectively in the attainment of the results, and to
the end of the consultations, Peter had surpassed the difficulties in the
sexual scope, as well as surpassed the depression and stresses it improving his quality
of life. Conclusions: It had evidenced of the effectiveness of practical the
natural ones. Physical responses such as the de-intoxication and referring
reestablishment of the sexual problem and emotional answers to the cure of the
depression and the standard of stresses until then present. Positive changes in
relation to the complaints of Peter and in its well-being
as a whole had been observed. It had alterations in the style of PeterÕs life,
mentioning itself his alimentary habits and the way of if perceiving as person.
KEY-WORDS: Depression; Natural therapies;
Sexual impotence; de-intoxication.
INTRODU‚ÌO
As terapias naturais v�m sendo procuradas
cada vez mais. Esta busca tem por finalidade melhorar a qualidade de vida
atravŽs de recursos menos invasivos e economicamente mais vi‡veis que muitos
dos tratamentos alop‡ticos convencionais. Tais terapias utilizam-se de recursos
da natureza e s‹o empregadas desde a antiguidade por diversos povos, na cura e
preven�‹o de doen�as. Conferem bem-estar a longo prazo, pois repercutem na
mudan�a do estilo de vida das pessoas, tratando o organismo como um todo, e n‹o
apenas os sintomas e as doen�as; alŽm de atuar na manuten�‹o da saœde, desse
modo, gerando conforto f’sico, mental e emocional, ent‹o, refletindo em todos
os ‰mbitos na vida do indiv’duo1.
Existem
diferentes tipologias de terapias naturais, quais sejam: geoterapia –
definida como a arte de cuidar da saœde utilizando-se argila para fins
terap�uticos. Esta Ž indicada na preven�‹o ou tratamento de doen�as e o poder
de a�‹o desta terapia fundamenta-se em seis teorias:
1)
Teoria energŽtica, refere-se ˆ troca da energia perniciosa acumulada na ‡rea
doente com a energia de alta qualidade vital que se encontra condensada na
argila. Esta energia Ž proveniente dos raios solares, da energia
telœrico-magnŽtica e da energia intr’nseca. 2) Teoria mineralizante, definida
pela concentra�‹o de geominerais presentes na argila, que, em contato com a
pele ou trato gastrointestinal, promove ao corpo acesso a tais minerais. 3)
Teoria osm—tica, entendida como um processo natural da capacidade de equil’brio
dos l’quidos do meio menos concentrado para o mais concentrado, proporcionando
equil’brio do meio em quest‹o. 4) Teoria antimicrobiana, caracteriza-se por a
argila ser pobre em subst‰ncias necess‡rias ˆ sobreviv�ncia dos germes, ao ser
aplicada sobre determinado local, priva-os dos nutrientes. 5) Teoria
anti-radiativa, definida a partir de observa�›es em que objetos contaminados
por radioatividade, ap—s entrarem em contato com o barro, perdiam rapidamente a
radioatividade. A argila tem a propriedade de reagir a energias estranhas do
organismo. 6) Teoria do equil’brio tŽrmico, ocorre devido ao fen™meno
dissipador de calor produzido pela compressa fria1.
A
hidroterapia consiste no uso terap�utico da ‡gua em qualquer de suas formas:
s—lida, l’quida ou gasosa, interna ou externa, no tratamento de doen�as ou
traumatismos. Nas utiliza�›es externas da ‡gua, a temperatura e o tempo de
aplica�‹o influem diretamente em seus efeitos. A intensidade do est’mulo
tŽrmico Ž proporcional ˆ diferen�a de temperatura entre a ‡gua e o corpo
humano. As aplica�›es de calor ou frio produzem uma a�‹o reflexa, interferindo
no funcionamento de diversos —rg‹os e sistemas. Este efeito reflexo acontece
atravŽs do sistema nervoso, influenciando as fun�›es viscerais e repercutindo
no bem-estar geral do indiv’duo. AlŽm dos est’mulos tŽrmico e reflexo, a ‡gua
proporciona est’mulos mec‰nicos por rea�‹o e osmose2.
A
cromoterapia Ž definida como a utiliza�‹o das cores com o intuito de manter as
vibra�›es do corpo em uma frequ�ncia que induz ˆ saœde e ˆ harmonia ou
alter‡-las para que tenham esse efeito. Constitui uma das mais antigas formas
de terapia; nossos ancestrais j‡ tinham a percep�‹o de como as cores presentes
na natureza os afetavam. A partir dessa terapia, foi desenvolvida a
cromopuntura, que Ž definida como a aplica�‹o pontual da luz colorida sobre
pequenas zonas predeterminadas da pele. As
cores possuem um comprimento de onda preciso e, ao ser aplicada determinada luz
colorida (com um determinado comprimento de onda) nos pontos energŽticos da
pele, essa cor, por efeito de resson‰ncia, envia informa�›es adequadas ao
cŽrebro (que antes eram deficientes devido ˆ doen�a), retorna-as para o corpo,
restabelecendo a harmonia e atuando no distœrbio f’sico3.
A
aromaterapia Ž uma forma de tratamento que utiliza as propriedades curativas
dos —leos essenciais, cujas fontes naturais vegetais foram cultivadas, colhidas
e processadas de forma a preservar determinados compostos qu’micos funcionais
para fins terap�uticos, explorando suas qualidades atravŽs da dilui�‹o em bases
carreadoras adequadas. Abrange tratamentos que envolvem o est’mulo olfativo, a
absor�‹o transpidŽrmica ou atŽ mesmo a ingest‹o de —leos essenciais4.
Estes
aromas agem nos centros cerebrais, provocando rea�›es emocionais e/ou f’sicas,
afetando os sentimentos, relaxando ou revigorando, excitando ou ajudando a
afastar o estresse.
A
terapia floral baseia-se no uso de ess�ncias florais, que s‹o extratos l’quidos
sutis, geralmente ingeridos por via oral, usados para tratar profundas quest›es
do bem-estar emocional, do desenvolvimento da alma e da saœde do corpo-mente.
As flores utilizadas para se preparar os florais possuem uma frequ�ncia mais
elevada. Elas n‹o agem devido ˆ composi�‹o qu’mica do l’quido, mas por causa
das energias vitais provenientes da planta. As ess�ncias florais t�m uma
natureza vibracional, atuam atravŽs dos v‡rios campos de energia humana, os
quais, por sua vez, influenciam o bem-estar mental, emocional e f’sico5.
A
fitoterapia consiste na utiliza�‹o de plantas medicinais como remŽdios para
refor�ar fun�›es org‰nicas debilitadas e estimular o poder curativo do corpo. ƒ
baseada nos princ’pios ativos de tais plantas, que podem ser utilizadas na
forma de ch‡s, infusos, unguentos, xaropes, tinturas, inala�‹o, gargarejos,
emplasto, compressas, cataplasma, banhos, entre outras6.
Todas
as plantas apresentam princ’pios ativos que podem ser divididos em dois grupos:
medicinais e t—xicas. AlŽm do princ’pio ativo, as plantas cont�m uma sŽrie de
componentes qu’micos com atividade desconhecida; s‹o as chamadas subst‰ncias
inertes. Tais subst‰ncias, quando usadas isoladamente, podem interagir com os
princ’pios ativos, acentuando ou atenuando seus efeitos. Esta uni‹o diminui os
efeitos colaterais das plantas, aumentando a absor�‹o pela corrente sangu’nea e
linf‡tica, o que refor�a o seu efeito medicinal7.
Com
este estudo, observaram-se as respostas f’sicas e emocionais do interagente,
referentes ˆs suas queixas e analisou-se a maneira pela qual essas terapias
agem no campo energŽtico-vibracional da pessoa em estudo, ao longo do
tratamento. Para tanto foi aplicada a pr‡tica geoter‡pica para trabalhar a
desintoxica�‹o e al’vio do estresse e da depress‹o atravŽs da aplica�‹o do
cataplasma cŽrvico-sacral e de alguns pontos reflexos estimulados com argila.
Na pr‡tica hidroter‡pica, para desintoxica�‹o, relaxamento e est’mulos da
circula�‹o geral e, especificamente, da regi‹o pŽlvica; utilizaram-se
aplica�›es de pacho frio duplo, compressa cŽfalo-caudal fria dupla, banhos
pŽlvicos alternados e banho completo alternado. Seguiu-se a cromoterapia para
dar continuidade ao tratamento e aos resultados atŽ ent‹o obtidos, utilizando
os colorpontos e tratamentos espec’ficos. As pr‡ticas de florais de Bach,
aromaterapia e fitoterapia foram aplicadas atuando concomitantemente ˆs outras
terapias.
Esta
pesquisa foi realizada a partir de metodologia explorat—ria, estudo de caso
descritivo com abordagem qualitativa8. Foi estudado um œnico
sujeito, ao qual foram aplicados os tratamentos descritos. Ap—s o aceite do
interagente em participar do tratamento, o mesmo assinou o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias; uma permanecendo com a
pesquisadora e outra com o participante do estudo, onde constava o telefone de
contato da pesquisadora e todas as informa�›es sobre o tratamento de forma
clara e de f‡cil compreens‹o, conforme prev� a Resolu�‹o 196/96 do Conselho Nacional de Saœde9.
Pedro
(pseud™nimo), sexo masculino, foi mec‰nico de aeronaves por 32 anos e estava
aposentado h‡ 3 meses. Procurou o Centro de Pr‡ticas Naturais e foi selecionado
por ordem de chegada. Pesava 90 quilos e media 1,70m de altura. Casado pela
segunda vez, residia na cidade de Palho�a (SC) com a atual esposa e tinha 6
filhos (com idade entre 16 e 30 anos), com os quais mantinha um bom relacionamento.
Tinha 1 filho de 18 anos do primeiro casamento, que vivia em Porto Alegre (RS)
com a m‹e, com os quais n‹o tinha contato, relatando se sentir triste e culpado
pela situa�‹o.
Apresentou
como queixas principais estresse e depress‹o, desencadeadas h‡ 9 anos por
press›es no trabalho e pelo falecimento do pai. Desde este per’odo referiu ter
lapsos de mem—ria. As queixas manifestam-se repercutindo em vontade de se
isolar, por desejo de estar s— e por medo de agredir outras pessoas. Como
queixa secund‡ria, trouxe diminui�‹o da libido com consequente impot�ncia
sexual. Segundo ele, devido ao uso de fortes antidepressivos, tomados por 4
anos.
Pedro
descreveu-se como uma pessoa experiente, irritando-se quando n‹o o escutam ou
contrariam-no. Expressou sentimentos de inutilidade, inseguran�a e baixa
autoestima devido ˆ disfun�‹o sexual. O sono era agitado, movendo-se muito
durante este. Dorme em mŽdia entre 8 a 9 horas por noite. Urinava em torno de 6
vezes ao dia, apresentando cor clara e inodora. Evacuava regularmente 2 vezes
ao dia. Gostava de passear, caminhar e ir a cachoeiras no ver‹o. No inverno,
gostava de assistir filmes e televis‹o. Fumante desde os 18 anos, aos 30, parou
por 10 anos, todavia voltou a fumar h‡ 9 anos Òquando houve uma enchente e perdeu
muita coisaÓ. No exame, fumava 20 cigarros por dia.
Este
estudo foi realizado na cidade de Palho�a, em Santa Catarina, no Centro de
Pr‡ticas Naturais da Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina.
Foram
realizados 24 atendimentos, com dura�‹o de 1h e 45min cada, 2 vezes por semana,
distribu’das em 6 sess›es de geoterapia, 7 sess›es de hidroterapia, 10 sess›es
de cromoterapia, 12 sess›es de aromaterapia, uso dos florais de Bach por 42
dias e o uso cont’nuo da fitoterapia, sempre com di‡logos entre interagente e
natur—loga. As sess›es foram realizadas de tal forma devido a critŽrios
preestabelecidos pela coordena�‹o do est‡gio supervisionado do curso de
Naturologia Aplicada. Em todas as sess›es, foram verificados os sinais vitais
(press‹o arterial, temperatura corporal, frequ�ncia respirat—ria e card’aca) e
verifica�‹o dos centros de energia (chakras) no in’cio e final de cada
atendimento. Durante as interag�ncias, foram utilizados cdÕs com mœsicas
relaxantes.
Como
instrumento para a coleta de dados, foi adotado o registro de interag�ncia, que
consiste em um extenso question‡rio no qual todos os ‰mbitos da vida do
interagente s‹o tratados com grande relev‰ncia8. Este foi respondido
por entrevista durante a primeira sess‹o e adicionaram-se novas informa�›es
durante as sess›es seguintes. AtravŽs deste documento, juntamente com
observa�›es e verbaliza�›es, houve uma maior compreens‹o referente aos aspectos
f’sicos, mentais e emocionais de Pedro.
Na
rela�‹o com o interagente, teve-se o cuidado de proceder ˆ investiga�‹o com
base na situa�‹o total, como forma de se ter acesso ˆs verdadeiras queixas do
interagente. E, assim, entender seu processo de adoecimento e poder projetar o
seu verdadeiro processo de cura10.
Modalidades
aplicadas em geoterapia, segundo Martins e Medeiros11.
á Utilizou-se argila verde e branca (1:1), 5 gotas de —leo essencial de Ylang-Ylang (Cananga odorata) dilu’dos em 2ml de —leo de semente de uva;
á Tempo de aplica�‹o: 55 minutos;
á Nœmero de aplica�›es: 4;
á Temperatura da argila: a massa de argila foi aplicada morna.
á Utilizou-se argila verde e branca (1:1);
á Tempo de aplica�‹o: 20 minutos;
á Nœmero de aplica�›es: 2.
á Temperatura da argila: a massa de argila foi aplicada morna.
á Aplica�‹o de argila em pontos reflexos dos pŽs (referentes ˆ: tire—ide, supra-renal, pr—stata e test’culos, pineal, hip—fise, cŽrebro e plexo solar)
á Utilizaram-se 2 colheres de argila verde;
á Tempo de aplica�‹o: 30 minutos;
á Nœmero de aplica�›es: 2.
á Temperatura da argila: a massa de argila foi aplicada morna.
Modalidades
aplicadas em hidroterapia, segundo Baptista12.
á Compressa cŽfalo-caudal fria (15¡C) dupla, durante 50 minutos;
á Compressa fria (15¡C) nos ombros, durante 20 minutos;
á Banho alternado dos pŽs com tempo de aplica�‹o de 1 minuto (‡gua quente –40¡C) e 30 segundos (‡gua fria – 15¡C);
á Pacho frio duplo (aquecedor), durante 60 minutos, sendo que a temperatura da ‡gua no 1¡ dia foi de 19¡C e no 2¡ dia 13¡C;
á Banho pŽlvico alternado, durante 4 minutos na ‡gua quente (41¡C) e 1 minuto na ‡gua fria (13¡C), com 8 repeti�›es;
á Banho completo alternado, durante 3 minutos na ‡gua quente (41¡C) e 1 minuto na ‡gua fria (15¡C), com 7 repeti�›es.
Modalidades
aplicadas em cromoterapia, segundo Marimon13.
á Leitura dos centros energŽticos; relaxamento; releitura dos centros energŽticos; desbloqueio dos chakras quando necess‡rio e Òlinha yinÓ;
á Tonifica�‹o do elemento Terra, pontos: E42, BP3, F3 e R3. Cor: amarela; Tempo: 3 minutos em cada ponto;
á Pontos estudados por Peter Mandel referentes ˆ: Òliberar o que est‡ trancadoÓ, desintoxica�‹o, for�a sexual, tens‹o nos ombros, ansiedade e fortalecimento do plexo solar;
á Pontos para cervicalgia (TA15, B41 e B42). Cor amarela. Tempo: 3 minutos em cada ponto;
á Linha do Sol.
Florais
de Bach, segundo Pereira14.
á Larch – para proporcionar confian�a em si mesmo, Gentian – a fim de trazer fŽ e confian�a, Beech – para aumentar a toler‰ncia com o modo de ser dos outros, Walnut – com o intuito de auxiliar na adapta�‹o de um novo come�o, Pine – perdoar a si mesmo e Crab Apple – ajudar na baixa autoestima corporal; uso 4 gotas 4x ao dia;
á Rescue e Agrimony – utilizado nos momentos dif’ceis em diminuir o fumo; 4 gotas 4 x ao dia.
Ap—s
o tŽrmino do primeiro frasco de florais indicou-se a repeti�‹o da f—rmula,
porŽm substituiu-se a ess�ncia Walnut pela Mustard, que atuou eliminando a
tristeza.
Fitoterapia,
segundo Cunha, Silva e Roque15.
á Ch‡ de F‡fia (Pfaffia paniculata), por infus‹o, de 2 a 4gr da erva seca em 1 litro de ‡gua ministrado 3 vezes ao dia. Atuando como t™nico geral, ansiol’tico, estimula a oxigena�‹o celular, o sistema imunol—gico, a for�a muscular, ativa a mem—ria, Ž tranquilizante e estimulante sexual.
Na
19» sess‹o, foi indicada a erva M‹o de Deus (Titonia sp), atuando na depend�ncia do cigarro, a ser tomada 2
colheres de ch‡/dia durante 1 m�s, cessando o uso por 1 semana e recome�ando
por mais 30 dias.
Ao
final dos atendimentos, recomendou-se a continua�‹o do ch‡ de F‡fia (Pfaffia paniculata) por mais 2 meses, ap—s este per’odo, cessou-se o uso
por uma semana e come�ou-se a ingest‹o de 2 c‡psulas por dia de HipŽrico (Hypericum perforatum L.). Este œltimo
atuando como calmante, anti-irritante, antidepressivo, sedativo e adstringente.
Aromaterapia, segundo Corazza4.
á 5 gotas de —leo essencial de Ylang Ylang (Cananga odorata) em aproximadamente 5ml de ‡gua em difusor no ambiente, atuando como antidepressivo, afrodis’aco, sedativo, auxiliando na tens‹o nervosa e distœrbios do sono.
A
iridologia foi utilizada como mŽtodo de avalia�‹o. Foram fotografadas as ’ris
do interagente em tr�s momentos. Para a realiza�‹o das fotos utilizou-se a
C‰mara Cyber Shot P92 (resolu�‹o 5.0 mega pixels) com iridofoto.
Nos
tratamentos do estresse e da depress‹o, foram aplicados cataplasmas
cŽrvico-sacral, preparados com argilas verde e branca acrescidas de 5 gotas do
—leo essencial de Ylang Ylang (Cananga odorata), dilu’do em 2ml de —leo de
semente de uva), devido ao grande poder de absor�‹o e adstring�ncia agindo
lenta e profundamente por possuir minerais como cobalto, magnŽsio, alum’nio,
sil’cio, cobre e c‡lcio que estabelecem o bom funcionamento do organismo.
De
acordo com a Teoria Mineralizante, pela ampla concentra�‹o de geominerais, em
contato com a pele, a argila promove, ao corpo, acesso dos minerais que contŽm.
A rea�‹o e a�‹o dos minerais com o corpo envolvem processos din‰micos atravŽs
da a�‹o de capilaridade, difus‹o, osmose, entre outros mecanismos que
caracterizam esta teoria 1. Na regi‹o a ser aplicado o cataplasma,
est‹o localizados os principais centros de energia (chakras) e a argila auxilia
na reorganiza�‹o e harmoniza�‹o desses centros.
Iniciou-se
um processo de desintoxica�‹o no qual o odor das fezes expelidas aumentou,
assim como a quantidade de urina. Pedro relatou nesse per’odo estar conseguindo
dormir tranquilamente e acordar disposto, o que n‹o era habitual. Os pontos
reflexos trabalhados com argila trouxeram um maior equil’brio, auxiliando na
diminui�‹o do fumo e da ingest‹o excessiva de alimentos ˆ noite.
A
fisiognomonia Ž a tŽcnica de conhecer e avaliar as condi�›es de saœde de uma
pessoa pela observa�‹o de sinais e formas da face ou pŽs1. Neste
caso, a avalia�‹o Ž realizada sobre as diferen�as de cores e textura
apresentadas na argila aplicada na face ou pŽs do interagente. Por meio desta
tŽcnica aplicada nos pŽs de Pedro, perceberam-se disfun�›es referentes ao
pulm‹o (o interagente Ž fumante) e ˆ regi‹o pŽlvica devido a altera�›es na
colora�‹o da argila e ao ressecamento precoce nestas regi›es. Ao fim do
tratamento, os pŽs de Pedro come�aram a se descamar, e, tambŽm, na regi‹o
pŽlvica, significando a renova�‹o da pele e da ‡rea em quest‹o.
Durante
a aplica�‹o do pacho, houve um momento de autopercep�‹o por parte do
interagente, onde ele relatou estar tendo uma maior consci�ncia de si e do seu
processo de cura. Esta pr‡tica deu continuidade aos processos de relaxamento e
desintoxica�‹o (toxinas foram expelidas tambŽm pela grande quantidade de suor
no momento da aplica�‹o e, na noite que se seguiu, ocorrendo tambŽm diarrŽia).
Nesse per’odo, Pedro come�ou a ter ere�›es noturnas, estas acompanhadas de
grande vontade de urinar. A compressa cŽfalo-caudal fria dupla originou
respostas de desintoxica�‹o, aumentando a quantidade de urina e fezes
(novamente houve uma leve diarrŽia) expelidas, e tonifica�‹o geral do corpo.
Ap—s
a 1» sess‹o de banho pŽlvico alternado, foi referido pelo paciente grande
sensa�‹o de al’vio, leveza e descongestionamento da regi‹o pŽlvica, o que
resultou na concretiza�‹o de um ato sexual satisfat—rio e sem problemas (como
n‹o ocorria h‡ mais de 6 anos). A partir deste per’odo, a autoestima, confian�a
e seguran�a de Pedro voltaram ˆ tona, manifestando-se tambŽm em mudan�as
externas, como em seu visual. Foi realizado novamente o banho pŽlvico alternado
(na sess‹o seguinte), seguido do banho completo alternado, os quais ampliaram e
intensificaram os resultados j‡ obtidos.
O
—leo essencial de Ylang-Ylang (Cananga
odorata), os florais de Bach e o ch‡ de f‡fia (Pfaffia paniculata) atuaram proporcionando al’vio do estresse e da
depress‹o, melhorando a libido, regularizando e tranquilizando o sono,
proporcionando maior confian�a em si mesmo, trazendo fŽ e confian�a, ampliando
sua maneira de perceber o outro, auxiliando na adapta�‹o deste novo come�o,
ajudando a perdoar a si mesmo, melhorando a autoestima corporal, aumentando o
vigor f’sico e mental e aliviando estados de ansiedade.
As
molŽculas constituintes dos —leos essenciais seguem simultaneamente por duas
vias, os pulm›es e o cŽrebro. Tais —leos desencadeiam um efeito f’sico imediato
sobre os pulm›es, passando desses para a corrente sangu’nea, que os transporta
para todo o corpo. A delgada mucosa do topo do nariz contŽm pequenos receptores,
os c’lios. A partir destes, mensagens s‹o enviadas ao cŽrebro, especificamente
para o sistema l’mbico. Este, respons‡vel por ativar a mem—ria, sentimentos e
respostas emocionais16.
Os
florais Rescue e Agrimony trouxeram suporte nos momentos dif’ceis em diminuir o
fumo, o qual foi regredido gradativamente. Cada uma dessas flores tem um
comprimento determinado de ondas de energia, que est‡ em harmonia com certa
frequ�ncia energŽtica do ser humano. De acordo com os estudos e experi�ncias do
Dr. Bach, quando a pessoa apresenta um sintoma, o comprimento de onda no seu
campo de energia est‡ desarmonizado. Tal deforma�‹o ter‡ efeito negativo sobre
toda a psiqu� da pessoa. Nestas situa�›es, os florais de Bach, que possuem as
mesmas frequ�ncias harmoniosas do ser humano, atuam entrando em contato com a
desarmonia, restabelecendo a frequ�ncia correta e natural do ser humano,
atuando como um catalizador17.
Nas
sess›es de cromoterapia, o uso do —leo essencial e dos florais de Bach foi
cessado. Durante todos os atendimentos com a cromoterapia, a linha Yin foi
realizada com o intuito de abrir o campo energŽtico do interagente; pois
estudos realizados por Henrique Cirilo18, do Instituto Brasileiro de
Terapias Chi Kung e terapias afins, afirmam que a sequ�ncia realizada dos
colorpontos disponibilizam o campo energŽtico do interagente a uma maior
recep�‹o para o tratamento proposto. Do mesmo modo, para finaliza�‹o dos
tratamentos, aplicou-se a linha do Sol, dessa forma, objetivando a harmoniza�‹o
e o equil’brio do fluxo de energia.
No
decorrer das sess›es de cromoterapia, ao serem trabalhados pontos referentes ˆ
desintoxica�‹o, um forte odor exalado da pele de Pedro foi sentido no ambiente.
Tal processo repercutiu na diminui�‹o da necessidade de fumar, reduzindo
bastante o nœmero de cigarros (pela metade do habitual). Durante o processo de
desintoxica�‹o ocorrido na cromoterapia, houve diarrŽia 2 vezes por 3 dias.
Ocorreu
uma melhora ainda maior no que se refere ˆ sexualidade e ˆ libido. Segundo
dizeres do pr—prio interagente: ÒAntes me sentia inœtil, inv‡lido, estava
morto. Hoje me sinto vivo! Renasci novamente!Ó.
A
verifica�‹o dos centros energŽticos (chakras) durante as 24 sess›es
possibilitou maior percep�‹o da grande quantidade de tens‹o presente no
interagente, acarretando em um gasto excessivo de energia. No decorrer das
interag�ncias, houve diminui�‹o deste n’vel de tens‹o, o que repercutiu tambŽm
na melhora das queixas em quest‹o.
A
cromoterapia atua atravŽs do reequil’brio do distœrbio energŽtico b‡sico que
produziu originalmente os sintomas. ƒ uma terapia hol’stica, atua sobre a
pessoa, como um todo, segundo os princ’pios hologr‡ficos, n‹o visando ˆ cura
diretamente da dor, e sim a pessoa em tratamento3.
Pedro
seguiu orienta�›es alimentares repercutindo em melhora de seu bem-estar e da
auto-estima, emagrecendo 10 quilos. Sintomas e doen�as, como a depress‹o, podem
estar associados a uma dieta inadequada. Maus h‡bitos alimentares podem causar
disfun�‹o emocional e/ou f’sica pela falha em fornecer a nutri�‹o necess‡ria e
adequada para um funcionamento apropriado do organismo19. As
orienta�›es alimentares n‹o foram baseadas em uma dieta quantitativa, mas sim
visava a qualidade dos alimentos, incluindo alimentos naturais, org‰nicos,
integrais ricos em fibras, etc20.
A
iridologia Ž a ci�ncia aplicada como mŽtodo de diagn—stico atravŽs da
observa�‹o da ’ris. Nesta est‡ registrada toda a constitui�‹o org‰nica de uma
pessoa e como esta apresenta suas caracter’sticas e comportamentos, o que
possibilita a descoberta de disfun�›es que precisam ser prevenidas ou tratadas14.
De
acordo com a 1¡ an‡lise iridol—gica, o padr‹o da ’ris Ž flor, o que demonstra
segundo Pereira14, uma personalidade exibicionista, que gosta de
mudan�as e tende a depress‹o quando n‹o se tem um resultado satisfat—rio. Havia
presen�a de intoxica�‹o concentrada na ‡rea cerebral (Pedro queixava-se de
lapsos de mem—ria); escurecimento na regi‹o relacionada ˆ pr—stata, p�nis e
test’culos (impot�ncia sexual); apresentou anel de pele, o que se refere ˆ
dificuldade em eliminar toxinas. Havia a presen�a de ÒpŽtalaÓ na regi‹o das
suprarrenais (associadas ao estresse e a altera�›es hormonais, que se
relacionam ˆ diminui�‹o da libido); e de um grande anel de s—dio e colesterol
(dep—sito de sais e gorduras).
De
acordo com a œltima an‡lise iridol—gica, houve diminui�‹o generalizada de toda
intoxica�‹o, o anel de s—dio e colesterol tornou-se inexistente. Conseguiu-se
visualizar melhor as fibras em toda a ’ris, o que anteriormente n‹o foi
poss’vel devido ˆ intoxica�‹o. Constatou-se tambŽm a presen�a de sinais de
cura. A partir do diagn—stico da ’ris Ž poss’vel saber se um tratamento est‡
tendo o efeito desejado ou n‹o, assim, alŽm do desaparecimento dos sintomas e
de algumas ÒmarcasÓ na ’ris, a cura tem seu pr—prio sinal, que s‹o marcas
esbranqui�adas que come�am a surgir no Òfundo da antiga marca, ou les‹oÓ
proveniente da desarmonia14.
A
atua�‹o das terapias naturais trouxe respostas f’sicas e emocionais positivas
em rela�‹o ˆs queixas do interagente e em seu bem-estar como um todo, agindo no
campo energŽtico-vibracional e proporcionando um equil’brio da pessoa em
tratamento. Constatou-se verdadeira efic‡cia dessas terap�uticas por meio de
todos os mŽtodos aplicados e resultados obtidos.
As
terapias naturais mostraram-se como um caminho que une a ci�ncia e a arte do
autoconhecimento, dessa forma, criando uma rela�‹o perfeita em busca da saœde
integral e em prol de uma medicina n‹o s— curativa como tambŽm preventiva.
Aos
professores do Est‡gio Supervisionado e ao interagente Pedro que contribu’ram
para realiza�‹o deste trabalho.
1. Bontempo M. Medicina Natural. S‹o Paulo: Nova Cultural;
2000.
2. Moor FB, Peterson CS, Manwell ME, Noble FM,
Muench G. Manual de Hidroterapia e massagem. S‹o Paulo: Casa Publicadora
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Monro R, Turner NR, et al. Curando as
doen�as do dia-a-dia com mŽtodos naturais. Rio de Janeiro: ReaderÕs
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* Luciana Cohen Persiano Neves - Mestre em Saœde Coletiva, pelo Programa de P—s-Gradua�‹o em Saœde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS. e-mail: lucianapersiano@hotmail.com