EDITORIAL
Esta edi�‹o da Revista Saœde
aborda temas comuns da sociedade contempor‰nea que muitas vezes est‹o
relacionados entre si e nem sempre aten�‹o Ž dada a eles envolvendo as ‡reas de
Odontologia, Psicologia e Enfermagem. O primeiro artigo aborda um problema que
est‡ se tornando cada vez mais frequente que Ž a eros‹o dental. Esse fen™meno
pode estar relacionado a fatores de ordem psicol—gicos, patol—gicos e a dieta.
ƒ demonstrado que o consumo de bebidas com pH ‡cido, especialmente abaixo de
4,5, pode ser considerado como um fator de risco para o desenvolvimento de
les›es de eros‹o dental. Sendo que todos os
refrigerantes avaliados apresentaram pH abaixo do pH cr’tico para desmineraliza�‹o
dental e podem ser consideradas como fator de risco para o desenvolvimento de
eros‹o dental. Todavia, deve-se considerar que a saliva pode reverter o efeito
dos diferentes ‡cidos das bebidas em fun�‹o de seu efeito tamp‹o e pela
presen�a de prote’nas e minerais.
A saliva tambŽm Ž uma grande
aliada na prote�‹o ao esmalte e dentina durante o clareamento dental. Esse
tratamento pode alterar a estrutura e morfologia dental, resultando em efeitos
adversos caso seja realizado sem orienta�‹o. AlŽm disso, o tratamento clareador
pode interferir nos processos de ades‹o e Ž apresentada uma revis‹o de literatura
que descreve as tŽcnicas e agentes neutralizantes dispon’veis para encerrar com
efetividade um tratamento estŽtico, o qual pode aumentar a autoestima dos
pacientes.
Baixa autoestima, solid‹o, tristeza,
perturba�‹o no sono e pessimismo s‹o alguns sintomas observados no artigo:
ÒAvalia�‹o da incid�ncia de sintomas depressivos em alunos de 1» a 4» sŽrie do
ensino fundamental, a partir do invent‡rio de depress‹o infantil (CDI)Ó. Esse
trabalho demonstra que Ž frequente a depress‹o em crian�as e adolescentes de
escolas pœblicas e privadas e que fatores educacionais, relacionados
diretamente a elementos s—cioculturais, interferiram
nos resultados da pesquisa e na aplica�‹o literal do CDI. Foi enfatizada a
necessidade de um aprimoramento do instrumento em seus procedimentos de
aplica�‹o, para que a avalia�‹o da sintomatologia depressiva possa se tornar
mais precisa.
A depress‹o nos idosos Ž tambŽm abordada
nessa edi�‹o. ƒ identificado como s‹o diagnosticados e tratados os idosos com
depress‹o no Brasil, considerando aspectos f’sicos, sociais e psicol—gicos. ƒ
demonstrado que o tratamento por uma Terapia Cognitiva Comportamental leva o
idoso relatar os acontecimentos tristes da sua vida que desencadearam a crise
depressiva, motivando-o e a enfrentar cada situa�‹o. Embora essa terapia
envolva um processo lento, ela Ž progressiva, satisfat—ria e resulta em uma
maior qualidade de vida.
Fechando a edi�‹o Ž apresentada
uma revis‹o de literatura integrativa que identifica os
instrumentos utilizados para medir qualidade de vida (QV) em pacientes com
c‰ncer de cabe�a e pesco�o(CCP) no Brasil, visto que os sintomas dos
tratamentos e da doen�a podem ser maiores que em outros tipos de tumores em
fun�‹o de caracter’sticas mutilantes e desfigurantes desses tratamentos, bem como as altera�›es
funcionais, que est‹o associados ˆ diminui�‹o da autoestima, por incapacitar as
fun�›es vitais como: comer, deglutir, falar e inclusive sua sexualidade.
Observando que alguns instrumentos espec’ficos foram
utilizados em apenas um œnico estudo, a exemplo do FACT-H&N e SWAL-QOL, sendo que no Brasil os instrumentos mais utilizados para avalia�‹o da
QV em CCP foram EORTC QLQ-c30, UW-QOL e EORTC–H&N35.
Prof. Dr. JosŽ Augusto Rodrigues
Profa. Dra. Karine Azevedo S‹o Le‹o
Ferreira
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