EFEITO DE AGENTES NEUTRALIZANTES NA ADESÌO PîS-TRATAMENTO CLAREADOR

EFFECT OF NEUTRALIZING AGENTS ON BOND STRENGTH POST-BLEACHING

 

Popoff JM* & Carolina M**

 

RESUMO: O clareamento dos dentes Ž um tratamento que apresenta excelentes resultados estŽticos de forma r‡pida, econ™mica e conservadora. Para a realiza�‹o deste procedimento em dentes vitalizados os agentes qu’micos mais utilizados s‹o o per—xido de hidrog�nio e per—xido de carbamida. Contudo, a a�‹o destes produtos sob a dentina e o esmalte deve ser observada de forma criteriosa, pois os per—xidos interferem em diversos fatores, entre eles na morfologia do esmalte e da dentina, ades‹o dentin‡ria, selamento marginal. Desta forma, existem limita�›es do uso destes produtos, especialmente quando tŽcnicas adesivas s‹o empregadas. Ap—s o clareamento, se existir a necessidade de substituir restaura�›es adesivas, Ž importante que haja um tempo de espera para a elimina�‹o de todo o per—xido residual presente no interior dos tœbulos dentin‡rios e no esmalte. Para contornar esta situa�‹o surgiram os agentes neutralizantes antioxidantes a exemplo da catalase e ‡cido asc—rbico que visam acelerar o processo de degrada�‹o do per—xido residual, possibilitando as trocas imediatas das restaura�›es adesivas. Assim, o objetivo deste trabalho Ž revisar a literatura existente a respeito da efic‡cia desses agentes.

PALAVRAS-CHAVE: clareamento dental, per—xidos, ades‹o.

ABSTRACT: Teeth Bleaching is a treatment that gives excellent esthetic results. This procedure applies strictly to products that contain bleach – typically Hydrogen Peroxide or Carbamide Peroxide. However, the action of these products on dentin and enamel should be observed in a careful way, because the peroxides interfere on several factors among them: the dentin adhesiveness, marginal sealing and to the enamel and dentin morphology. There are limitations in using these products, especially when adhesive techniques are used. After teeth bleaching, if there is a need to replace the adhesive restorations, it is important that the peroxide residual present inside the dentinal tubules and the enamel is eliminated. To accelerate the process there are neutralizing antioxidants as an example of catalase and Ascorbic Acid aimed at accelerating the process of degradation of residual peroxide, enabling the immediate exchange of restorations. The purpose of this study is to review the existing literature regarding the efficacy of these agents.

KEYWORDS: tooth bleaching, peroxide, bonding

 

INTRODUCÌO

O clareamento dental Ž um tratamento que visa ˆ harmonia da colora�‹o dos dentes favorecendo a estŽtica1. Este tratamento, proposto desde 1800 e crescente nos œltimos tempos, Ž uma solu�‹o r‡pida e conservadora para os problemas de manchamento e escurecimento de origens medicamentosas, qu’micas ou estruturais, que comprometem a estŽtica do sorriso2.

Para a indica�‹o do clareamento Ž necess‡ria uma criteriosa avalia�‹o da condi�‹o dos dentes que receber‹o o agente clareador, pois este vai interagir diretamente com os tecidos dent‡rios e desenvolver rea�›es qu’micas que podem gerar danos teciduais irrevers’veis, quando o dente n‹o apresenta condi�›es de receber o tratamento, ou o processo n‹o Ž supervisionado pelo profissional3.

V‡rias tŽcnicas e componentes qu’micos foram empregados com a finalidade de clarear os dentes, como o cloreto de c‡lcio e soda, ‡cido acŽtico, cianeto de pot‡ssio, ‡cido sulfœrico e ‡cido ox‡lico3, mas atualmente os produtos mais utilizados em consult—rio para dentes vitalizados s‹o o per—xido de hidrog�nio a 35% e o per—xido de carbamida a 35%4 e para dentes despolpados, o perborato de s—dio5. AlŽm dos clareadores de uso profissional, s‹o oferecidos no mercado, e facilmente adquiridos, produtos caseiros com intuito de clarear os dentes, incluindo cremes dentais e enxaguat—rios, despertando o interesse do consumidor6.

Os per—xidos s‹o agentes oxidantes de baixo peso molecular que, em contato com a estrutura dent‡ria, s‹o facilmente difundidos para o interior dos canal’culos dentin‡rios onde o per—xido de hidrog�nio se decomp›e em ‡gua e oxig�nio e o per—xido de carbamida em di—xido de carbono, am™nia e per—xido de hidrog�nio. Esse processo de oxi-redu�‹o promover‡ o efeito clareador, em que os pigmentos moleculares de cadeia carb™nica longa (escura) ser‹o quebrados em cadeias carb™nicas curtas (claras)1,7.

Embora o clareamento dental seja um procedimento simples, Ž necess‡ria muita cautela em sua indica�‹o. C‡ries, abras‹o, abfra�‹o, reabsor�›es, restaura�›es mal adaptadas, sensibilidade dentin‡ria, rea�›es inflamat—rias do tecido mole da boca, s‹o condi�›es que contra indicam o clareamento, porque podem levar a uma situa�‹o desfavor‡vel e indesejada. O uso inadequado destes produtos Ž capaz de degradar a matriz do esmalte e alterar a sua microdureza, podendo penetrar atŽ os tecidos pulpares e provocar rea�›es inflamat—rias5,8.

AlŽm desses fatores, as restaura�›es adesivas muitas vezes necessitam de troca ap—s o clareamento, pois o agente oxidante n‹o tem efeito clareador sobre as mesmas. Estas substitui�›es precisam ser previamente planejadas, pois as estruturas dent‡rias que receber‹o novas restaura�›es devem ser reestruturadas e preparadas em fun�‹o das altera�›es provenientes do tratamento clareador9

Imediatamente ap—s o clareamento, o per—xido que est‡ dentro dos tœbulos Ž lentamente eliminado10. Esse per—xido residual fragiliza a qualidade dos procedimentos adesivos, porque a dificulta a polimeriza�‹o do sistema adesivo10. Esta polimeriza�‹o incompleta impede a reten�‹o mec‰nica e, consequentemente, h‡ o decrŽscimo da ades‹o e diminui�‹o do selamento marginal7.

Nos sistemas adesivos, esmalte e dentina participam do processo da ades‹o11 e a forma�‹o da camada hibrida Ž  uma importante forma estrutural de reten�‹o adesiva ˆ dentina. Ap—s o processo do clareamento, a camada h’brida mostra tags curtos e estruturalmente incompletos e em muitas ‡reas completamente ausentes10.

O clareamento tambŽm forma, na superf’cie do esmalte, rugosidades com perda de estrutura, reduzindo as micro-lacunas, condi�‹o significativa, para uma boa ades‹o8.

Esta diminui�‹o da ades‹o pode levar ˆ perda precoce das restaura�›es por problemas como diminui�‹o de valores de resist�ncia de uni‹o constatada por ensaios de cisalhamento, e presen�a de microinfiltra�‹o e baixa adesividade4,9. Nessas condi�›es, as restaura�›es logo ap—s o clareamento s‹o contra-indicadas11.

A remineraliza�‹o da superf’cie dos dentes clareados somente se prossegue com os dentes expostos ˆ saliva, que tem a�‹o antioxidante, porŽm seu efeito neutralizante Ž lento8. Dessa forma, para o dente p—s-clareado receber nova restaura�‹o adesiva e obter um resultado satisfat—rio no processo de ades‹o Ž necess‡ria uma espera de 7 ˆ 21 dias, para que o per—xido residual seja completamente decomposto4,7,10,12

Muitas vezes, o tempo de espera para a repara�‹o das restaura�›es estŽticas p—s-clareamento compromete o resultado cl’nico desejado. Uma op�‹o proposta por Rotstein (1993)14 foi o uso de enzimas antioxidantes exercendo o papel de aceleradores do processo de oxi-redu�‹o do per—xido remanescente. Outros produtos como o ascorbato de s—dio, tambŽm vem sendo utilizados com a mesma finalidade, possibilitando a troca imediata das restaura�›es adesivas7. Portanto, o objetivo desse trabalho Ž revisar a literatura existente a respeito da a�‹o de agentes antioxidantes nos dentes clareados.

 

A‚ÌO DE AGENTES ANTIOXIDANTES NOS DENTES CLAREADOS

 

O tratamento clareador tem sido empregado como uma das op�›es para o tratamento do escurecimento dental, pois, apesar de suas limita�›es frente aos manchamentos severos, Ž uma solu�‹o r‡pida, econ™mica e conservadora13. AlŽm disso, Novais & Toledo (2000)15 tambŽm consideram o procedimento como tratamento complementar precedente ˆs reabilita�›es como ˆs restaura�›es em resinas compostas, coroas cer‰micas e facetas. Contudo, Sarrett (2002) 6 e Esberard (2004)16 alertam que s‹o v‡rios os produtos dispon’veis no mercado consumidor vendendo a proposta de dentes clareados, sem a preocupa�‹o com os danos teciduais ocorridos com o uso indiscriminado e sem orienta�‹o profissional. Miranda et al. (2005)17  acrescentam que Ž preciso que os agentes clareadores sejam usados com cautela, seguindo um protocolo seguro, para garantir a integridade e estabilidade da estrutura dos tecidos dent‡rios associado a um excelente resultado estŽtico.

De acordo com o estudo de Junqueira et al. (2000)18, os per—xidos t�m a�›es deletŽrias frente ˆ superf’cie de esmalte e dentina, formando numerosas depress›es superficiais, aumento no nœmero e di‰metro dos poros, ranhuras mais profundas e ‡speras, altera�›es na microdureza, redu�‹o da resist�ncia ao desgaste, perda de c‡lcio e fosfato e perda mineral. As dimens›es destas altera�›es est‹o relacionadas ao tempo de exposi�‹o e a concentra�‹o do per—xido, que segundo Joiner (2006)19 ,quando corretamente empregados asseguram a efic‡cia e seguran�a da tŽcnica do clareamento. Por outro lado, Esberard (2004)16 acredita que os defeitos estruturais do esmalte podem ser reparados com os componentes da saliva como o c‡lcio e fosfato e Lopes et al. (2002)20 acrescentam que o esmalte clareado Ž mais propenso ˆ remineraliza�‹o do que o esmalte intacto e que o componente urŽia presente nos gŽis clareadores a base de per—xido de carbamida Ž um estabilizador de pH  que favorece o equil’brio i™nico.

Para alguns autores como Campos & Pimenta (2000)9 e Oliveira et al. (2001)1 os agentes clareadores alŽm de interferirem na estrutura do dente, tambŽm apresentam efeito adverso frente aos sistemas adesivos. Apoiados nessa afirmativa, Swift & Perdig‹o (1998)21, Spyrides et al. (1999)22, Silva et al. (2003)11, Texeira et al. (2004) e Bulut et al. (2005)8 mostraram em seus estudos as dificuldades encontradas para se realizar um tratamento adesivo logo ap—s o clareamento, enfatizando o comprometimento da resist�ncia de uni‹o dente \ material restaurador. Para Bulut et al. (2005) 8, esta perda na resist�ncia adesiva ocorre devido ˆ rea�‹o do per—xido no interior dos canal’culos dentin‡rios que impede a a�‹o adesiva devido a presen�a dos —xidos inibirem a polimeriza�‹o e a forma�‹o das bolhas dificultarem o escoamento do adesivo Chng et al. (2005)23 acrescentam que a acidez do per—xido diminui o pH sensibilizando principalmente a dentina intertubular devido a presen�a da matriz org‰nica que se desorganiza  e dificulta a ades‹o.

Em fun�‹o destas altera�›es estruturais Chng et al. (2004)23 afirmam que Ž necess‡rio um tempo de espera para a elimina�‹o do per—xido remanescente para, em seguida, proceder ao tratamento restaurador. O per’odo determinado por Torres et al, (2006)10 Ž de 7 a 21 dias, enquanto que Campos & Pimenta (2000)9 e Gama et al. (2006)7 preconizam 14 dias, Silva et al. (2003)11 defendem o tempo de 24 horas ap—s o clareamento. Villalta et al. (2006)24, entretanto, relatam que o dente clareado tambŽm necessita de prazo para que seja reidratado e ganhe estabilidade de cor, portanto o tempo de espera n‹o est‡ vinculado apenas aos procedimentos adesivos.

Com o objetivo de minimizar os problemas adesivos decorrentes do uso de per—xidos, muitos autores t�m indicado o emprego de agentes neutralizantes. Para Amorim et al. (2002)12 e Torres et al. (2006)10 essa tŽcnica tem como vantagem alcan�ar o resultado final do tratamento proposto em curto espa�o de tempo sem precisar do per’odo de descanso ou em situa�‹o de emerg�ncia onde os dentes est‹o sendo submetidos ao tratamento de clareamento.

Lai et al. (2002)25, Chng et al. (2004)23, Bulut et al. (2005)8, Arantes et al. (2005)4, Gama et al. (2006)7 relataram que, quando se faz o tratamento prŽvio da dentina e esmalte com agentes antioxidantes neutralizantes, as restaura�›es adesivas ganham for�a de uni‹o satisfat—ria, possibilitando o tratamento restaurador imediatamente ap—s o clareamento. Por outro lado, Torres et al. (2006)10 ressaltam que embora a resist�ncia adesiva se torne satisfat—ria, essa for�a de uni‹o Ž inferior a de um dente em seu estado natural.

Os neutralizantes mais estudados s‹o as enzimas antioxidantes catalase, o etanol, a acetona, o ‡cido asc—rbico e o bicarbonato de s—dio. O bicarbonato de s—dio tem efeito neutralizante quando atua em tecido mole. No esmalte e dentina sua a�‹o n‹o Ž significante, sem participa�‹o na reestrutura�‹o e no processo adesivo como observaram Torres et al. (2006)10.

A catalase, segundo Arantes et al. (2005)4, Ž uma enzima antioxidante prim‡ria, que protege o organismo humano contra os radicais de oxig�nio t—xico, produzidos durante o metabolismo natural. Est‹o presentes na l‡grima, nas sinapses neurais, tecidos inflamat—rios e na saliva, exercendo a fun�‹o de prote�‹o. A sua aplica�‹o no tecido dent‡rio Ž segura e sem contra-indica�‹o, uma vez que est‡ presente por vias normais no organismo. Adicionalmente, Amorim et al. (2002)12 descrevem que sua rea�‹o com o per—xido resulta em ‡gua e oxig�nio, e essa decomposi�‹o Ž diretamente proporcional ˆ concentra�‹o da enzima. Gallucci et al. (2005)26 relatam, ainda, que mais precisamente 1 molŽcula de  catalase decomp›e 5.000.000 de molŽculas de per—xido de hidrog�nio, em um pH = 6,8 e tempo de 1 min.

Gallucci et al. (2005)26, baseados em seus estudos do departamento de engenharia qu’mica da Universidade Federal de Santa Catarina, enfatizam que a atividade enzim‡tica Ž influenciada pelo pH, temperatura, concentra�‹o enzim‡tica, concentra�‹o dos substratos e presen�a de inibidores, mas nas pesquisas de Amorim et al. (2002)12 e Arantes et al. (2005)4 a varia�‹o de pH e temperatura n‹o foi relevante para a aplicabilidade proposta, assim como, n‹o interferiu na condi�‹o da cor do dente.

O uso da catalase como tratamento de esmalte e dentina p—s-clareamento Ž vi‡vel e satisfat—rio, pois consegue eliminar em pouco tempo os per—xidos residuais como relatam Arantes et al. (2005). Segundo Amorim et al. (2002) em estudo realizado com tecidos, a m‡xima efici�ncia est‡ na concentra�‹o de 0,6g\L, a 50oC em 40 min. J‡ Torres et al. (2006)10 relatam que o tempo de elimina�‹o Ž de 3 minutos e Teixeira et al. (2004) 2 afirmam que a a�‹o neutralizante Ž imediata.

AlŽm da catalase, o ‡cido asc—rbico ou vitamina C Ž outro agente neutralizante que pode ser empregado. Segundo Lai et al. (2002)25 o ‡cido asc—rbico (C6H8O6), ascorbato, quando na forma ionizada Ž uma molŽcula extremamente inst‡vel, at—xica, usada em v‡rias rea�›es no metabolismo celular, sendo poderoso antioxidante. Gama et al. (2006)7 complementam que o mecanismo de a�‹o do ascorbato de s—dio se d‡ por transfer�ncia de elŽtrons ou por adi�‹o de oxig�nio. Segundo Bulut et al. (2005)8 esse neutralizante em concentra�‹o de 10%, aplicado por 10min sob o dente e lavado abundantemente, tem a�‹o efetiva capaz de reverter o efeito oxidante, beneficiando o tempo cl’nico. PorŽm, nos estudos de Lai et al. (2002)25 e Torres et al. (2006)10, Ž relatado que essa a�‹o pode ser melhorada com o aumento no tempo da aplica�‹o, levando em considera�‹o que o tempo de exposi�‹o, Ž de grande import‰ncia na estabilidade da molŽcula.

Torres et al. (2006)10 e Gama et al. (2006)7 acrescentam que o ascorbato de s—dio a 10% associado aos adesivos que contenham como solvente o ‡lcool ou acetona apresentam um melhor desempenho p—s clareamento. Com o mesmo pensamento, Barghi & Godwinem em 199427 mostraram que os problemas da ades‹o podem ser reduzidos ou eliminados tratando a superf’cie do esmalte, p—s clareamento, com carregador de ‡gua, como o ‡lcool, acetona ou utilizando adesivo que contenha acetona. Oliveira et al. (2001)1, Torres et al. (2006)10 e Gama et al. (2006)7 relataram que os adesivos que cont�m acetona carregam mon™meros hidrof’licos em sua composi�‹o os quais penetram nas porosidades e eros›es do esmalte, mesmo com um ambiente œmido, e podem interagir com os radicais livres do per—xido inativando-os. J‡ os sistemas adesivos ˆ base de ‡gua apresentam menor efetividade, justamente pela maior presen�a de ‡gua, que pode inibir a polimeriza�‹o como afirmam Teixeira et al. (2004)2. Para Chng et al. (2004)23, independentemente do tipo de sistema adesivo, na dentina tratada com per—xido, a ades‹o Ž significativamente comprometida, havendo necessidade do tempo de espera para a elimina�‹o dos res’duos, para se efetivar o processo.

Diante da diversidade de possibilidades, Torres et al. (2006)10 avaliaram qual a melhor op�‹o p—s-tratamento clareador e comprovaram que, de todos os agentes neutralizantes antioxidantes revisados, o que possibilita uma atividade adesiva mais pr—xima a estrutura dental livre de per—xido Ž a enzima catalase. Arantes et al. (2005)4 acreditam que embora a atividade da catalase aumente a for�a de uni‹o adesiva s‹o necess‡rios mais estudos para comprovar sua efetividade, concentra�‹o ideal, tempo de aplica�‹o e sua intera�‹o com diferentes sistemas adesivos.

 

CONSIDERA‚ÍES FINAIS

 

Apesar dos efeitos apresentados pelos diferentes agentes neutralizantes, ainda n‹o h‡ um protocolo de uso que garanta sua efic‡cia, assim como sua  disponibiliza�‹o no mercado Ž ainda deficiente. Contudo, ap—s o emprego dessas subst‰ncias, foi not‡vel que as restaura�›es adesivas pudessem ser realizadas em curto tempo ou logo ap—s o clareamento, com resultados satisfat—rios.

 

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*Josiane Marques Popoff - Especialista em Dent’stica pela UNIME. e-mail: josianesena@yahoo.com.br

** Carolina Baptista Miranda - Graduada pela universidade Estadual de Feira de Santana - Mestra e Doutora em Dent’stica pela Universidade Estadual Paulista UNESP – SJC, professor titular da Uni‹o Metropolitana de Educa�‹o e Cultura e professor titular do Centro Baiano de Estudos Odontol—gicos. e-mail: carolinabmiranda@terra.com.br