FATORES PREDISPONENTES À CONTRAÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA VIDA DO IDOSO

Jaqueline Silva Lustosa de Carvalho, Raul Ramos de Melo, Ana Clara Uchoa Barbosa, Daniele Araujo de Queiroz

Resumo


Introdução: O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno mundial, sendo observado no Brasil e no mundo, culminando em um aumento significativo da qualidade de vida dos idosos, podendo ser evidenciado pela reinserção destes no mercado de trabalho e vida sexual ativa, porém como consequência destes e outros fatores vêm sendo observado um aumento significativo da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na população idosa, fato que vem preocupando a saúde pública. Objetivos: Identificar na literatura científica, os fatores predisponentes à contração DSTs no idoso. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura científica, que se deu através da questão norteadora: Quais os fatores predisponentes ao desenvolvimento das DSTs no idoso? Realizada através de periódicos indexados na biblioteca virtual em saúde: Scielo, MEDLINE, REME, Rev Kairós, Rev rede de cuidados em saúde, Rev de pesquisa: cuidado é fundamental. Respeitando os critérios de inclusão: Artigos com texto completo gratuitamente, publicações entre 2011 e 2016, e artigos nacionais e internacionais. Com critérios de exclusão: Artigos em outros idiomas alem do português e inglês, pesquisas com crianças e jovens e artigos reflexivos. Através da busca utilizando os descritores: Doenças sexualmente transmissíveis, Idoso e doença, Associados ao operador booleano and foram encontrados 1.614 artigos, depois de aplicados os critérios preestabelecidos: 120 e de leitura integral: 15 artigos. Para o processamento dos dados, as informações foram implantadas no Microsoft Word®. Pesquisa realizada em setembro de 2016. Resultados: Segundo os estudos revistos, referente ao desenvolvimento destas doenças na terceira idade observou-se a prevalência de indivíduos de baixa escolaridade do sexo feminino com 66,6% em relação aos 33,4% do sexo masculino. Além de demais fatores como: aumento da expectativa de vida (33,4%), A infertilidade e falta de políticas públicas na prevenção de DST em idoso com 20% respectivamente, desconhecimento sobre a doença e não uso de preservativo por inatividade de vida sexual e confiança no parceiro (13,3% respectivamente). Notou-se que: baixa qualidade de vida (33,5%), sentimentos de: tristeza (26,6%), Rejeição (13,3%), Culpa (13,3%) e abandono dos entes próximos (13,3%) favorecem o surgimento desta doença. Conclusão: Diante do exposto, podemos afirmar que a presença desta doença na terceira idade, gera grande impacto negativo na vida dessa população, visto que acomete diversos âmbitos da vida dos idosos, sendo assim, políticas públicas de contingenciamento a essas doenças é a forma mais eficaz de combate a esta problemática.

Palavras-chave


Doenças sexualmente transmissíveis; Idoso e doença.

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