A ABORDAGEM ATUAL A MULHER SOROPOSITIVA PARA O HIV FRENTE A MATERNIDADE: REVISÃO INTEGRATIVA

Maria Aislâny Duarte Araújo, Danielle Morais de Souza Carvalho, Henry Johnson Passos de Oliveira, Letícia Gonçalves do Nascimento, Ana Claudia Carneiro dos Santos

Resumo


Introdução: A soropositividade para o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) acarreta um grande impacto negativo na vida do indivíduo acometido, pois além do comprometimento imunológico existem dilemas pessoais e muitos enfrentam preconceitos. Nesse contexto se insere a mulher soropositiva para o HIV, que além de toda problemática envolvida e preconceitos enfrentados ainda convive com o dilema de optar ou não pela maternidade, pois muitas desconhecem os avanços atuais na Terapia Anti Retroviral (TARV), que vem proporcionando uma queda significativa nos casos de transmissão vertical. Objetivo: Identificar na literatura científica a abordagem atual em estudos da mulher soropositiva para o HIV frente à maternidade e como estas a vivenciam. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura científica, que se deu através da questão norteadora: Qual a abordagem atual da mulher soropositiva frente à maternidade e como estas a vivenciam? Respeitando os critérios de inclusão: artigos com textos completos gratuitamente, publicações entre 2012 e 2016 e publicações nacionais e internacionais. E de exclusão: Artigos em outros idiomas além do português e inglês e artigos reflexivos. Através da busca utilizando os descritores: Gestação, HIV e soropositividade. Associados ao operador booleano ''and'' foram encontrados 1.778 artigos, depois de aplicado os critérios preestabelecidos: 226 e de leitura integral: 20 artigos. Realizada através de periódicos indexados na biblioteca virtual em saúde: LILACS, SCIELO e MEDLINE. Para o processamento dos dados, as informações foram implantadas no Microsoft Word®. Pesquisa realizada em setembro de 2017. Resultados e Discussão: Foi possível evidenciar a abordagem da mulher soropositiva para o HIV frente a maternidade nos periódicos: MEDLINE 69%, LILACS 19% e SCIELO 12%. Pesquisa realizada em: Brasil 44%, países africanos 38%, Estados Unidos da América 13% e países europeus 5%, observou-se grande prevalência de enfermeiros como pesquisadores, quanto ao ano de publicação: 2012 5%, 2013 38%, 2014, 2015 e 2016 19% respectivamente. No tocante ao tipo de estudo: 63% do tipo qualitativo e 37% estudo transversal. Notou-se que: continua a haver um fardo substancial do HIV entre as mulheres, mas mesmo com o medo, as mulheres sustentam o desejo de engravidar. Conclusão: Diante do exposto, podemos afirmar que esse estudo é de grande relevância, pois evidência a experiência de vida das gestantes e puérperas soropositivas para HIV, que mesmo conhecendo o preconceito, os traumas e os riscos da contaminação do bebê através da transmissão vertical, elas sustentam o forte desejo de exercer a maternidade.

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1) UnG - Universidade Guarulhos 2) Indexador: Latindex 3) Indexador: Dialnet