A FAMÍLIA E A CODEPENDÊNCIA QUÍMICA

Peterson Rodrigo Carvalho, Alessandra Cassia Ribeiro Chrisóstemo

Resumo


Introdução: presente pesquisa tem como tema central a família e a codependência química, tendo como base teórica o pensamento sistêmico, no qual está alicerçado o contexto. Os transtornos mentais e comportamentais dos indivíduos que têm a dependência química atingem também seus familiares, a convivência que os familiares têm com esses indivíduos é o elo que ocasiona sofrimento e sentimentos destrutivos. Objetivo desta pesquisa foi identificar os fatores emocionais e comportamentais presentes em familiares de dependentes químicos que vivenciam a codependência química. Método: para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizou-se o método bibliográfico de materiais publicados em livros, artigos, dissertações e teses. Resultados: os resultados evidenciaram temas como: início e evolução do uso precoce de droga pelo indivíduo; instabilidade familiar; doenças mentais desenvolvidas pelos pais; comportamentos relacionados a mentira, vergonha, culpa, segredos; dificuldade de diferenciação, dentre outros. Codependentes são familiares que vivem em função da pessoa com dificuldades emocionais, desenvolvendo uma proteção compulsiva, tornando-a motivação para suas vidas, sentindo-se culpados e responsáveis pelos dependentes e por suas vidas. É importante diferenciar os comportamentos saudáveis, de amor e cuidado existentes nas relações afetivas da codependência. Compreendemos o fenômeno da dependência como a manifestação de um sintoma que reflete e esconde uma rede de relações, na qual o indivíduo se insere. Significa entender o dependente como parte integrante de um sistema - o familiar - do qual a codependência, como sintoma, é resultante das interações recíprocas entre seus membros, e, ainda, entender a família como parte de um universo ainda mais amplo, que é a sociedade. Conclusão: essa pesquisa confirma que: a) as famílias são coautoras tanto para o surgimento e evolução do abuso no uso da droga, como na busca de tratamento dos membros; b) a impossibilidade de tratar somente o membro adicto, devendo sempre incluir-se a família e instrumentalizá-la com intervenções efetivas.

Palavras-chave


Usuários de Drogas; Comportamento; Família.

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