TERRITORIALIZAÇÃO EM SAÚDE: CONSTRUÇÃO DE MAPA SITUACIONAL COMO FERRAMENTA DE APOIO AOS AGENTES COMUNITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.33947/saude.v20i1.5358Palavras-chave:
Territorialização da Atenção Primária, Mapeamento Geográfico, Atenção Primária à Saúde, Estratégia de Saúde da FamíliaResumo
Introdução: A territorialização é uma ferramenta fundamental da Atenção Básica por permitir a compreensão das características epidemiológicas, sociais e estruturais do território. Objetivo: Relatar a experiência de acadêmicos de Medicina na construção de um mapa epidemiológico da Área 6 da UBS do Taíra, contemplando grupos prioritários e condições de saúde. Método: Relato de experiência descritivo realizado durante a disciplina de Comunidades, envolvendo planejamento, coleta de dados em prontuários, registros dos ACS e planilhas internas, validação das informações com a equipe da UBS e elaboração digital e impressão do mapa territorial. Resultados: Produziu-se um mapa, com microáreas, gestantes, puérperas, recém-nascidos, pessoas com doenças crônicas e casos de tuberculose, exposto em local visível da UBS, apoiando visitas domiciliares e priorização de famílias vulneráveis. Conclusão: O mapa territorial demonstrou ser ferramenta estratégica para organizar informações, planejar ações na APS e servir como recurso educativo, aproximando teoria e prática na formação médica.
Referências
Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002. 726 p.
Oliveira MCC, Oliveira MAC, Pereira KD, Oliveira GE, Coutinho MLSA, Maia YMS, et al. Processo de territorialização em saúde como instrumento de trabalho. Braz J Health Rev. 2020;3(5):13578-88. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17511.
Silva CS, Mendonca MHM, Matta GC, Gondim R, Giovanella L, organizadores. Atenção primária à saúde: conceitos, práticas e pesquisa. Saude Debate [Internet]. 2018 Sep;42(spe1):452-6. Available from: https://doi.org/10.1590/0103-11042018S131
Gonçalves MD, Bruneli C, Leite JG, Fiorese LDF. A percepção do agente comunitário de saúde sobre sua atuação na Estratégia de Saúde da Família. In: Atena Editora, organizador. Saúde Coletiva: diálogos contemporâneos. Ponta Grossa (PR): Atena Editora; 2020. p. 1-11. doi: 10.22533/at.ed.3742024061.
Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html.
Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária. Brasília: OPAS; 2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cuidado_condicoes_atencao_primaria_saude.pdf.
Bissacotti AP, Gules AM, Blumke AC. Territorialização em saúde: conceitos, etapas e estratégias de identificação. Hygeia. 2019;15(32):41-53. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/47115.
Monken M, Barcellos C. Vigilância em saúde e território utilizado. Cad Saude Publica. 2005;21(3):898–906. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2005000300024.
Costa DMGVD, Rodrigues MJ, Silva MR. Cartografia social da saúde: geotecnologias e territórios em análise. Rev Polit Publica Cid [Internet]. 2025 Jul 25;14(4):e2102. Available from: https://journalppc.com/RPPC/article/view/210.
Brasil. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/tuberculose/manual-de-recomendacoes-e-controle-da-tuberculose-no-brasil-2a-ed.pdf/view.
Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 4ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf.
Brasil. Ministério da Saúde; Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde; Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Geoprocessamento em saúde, cadastramento e territorialização. Brasília: Ministério da Saúde; 2023. 72 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/geoprocessamento_cadastramento_territorializacao.pdf.
Souza CL, Andrade CS. Saúde, meio ambiente e território: uma discussão necessária na formação em saúde. Cienc Saude Colet. 2014;19(10). Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-812320141910.08992014.
Freire P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1987. Disponível em: https://www.gepes.fe.unicamp.br/pf-gepes/paulo_freire-cap2.pdf.
Faria CCMV, Paiva CHA. O trabalho do agente comunitário de saúde e as diferenças sociais no território. Trab Educ Saude. 2020;18:e0025183. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00251.
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. 2020. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/pdf/Diretriz-HAS-2020.pdf.
American Diabetes Association Professional Practice Committee. Standards of Medical Care in Diabetes—2024. Diabetes Care. 2024;47(Suppl 1):S1-321. Disponível em: https://doi.org/10.2337/dc24-SINT.
Brasil. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde; 2021. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf.
Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14ª ed. São Paulo: Hucitec; 2014. 407 p.
Bardin L. Análise de conteúdo. 1ª ed., 3ª reimpressão. São Paulo: Edições 70; 2016.
Yin RK. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2ª ed. Porto Alegre: Bookman; 2001.
Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes para a extensão universitária. Brasília: MEC; 2018. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/resolucoes/resolucoes-cne-ces-2018.